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Vídeo exibe abusadores sendo abusados na cadeia: ‘Tá doendo’



Todo mundo já ouviu a frase “fulano foi preso e vai virar mulherzinha na cadeia”. O ódio ao estuprador faz parte de uma lei não escrita no xadrez. Os presos acreditam que o acusado por estupro é uma ameaça a suas mulheres e filhas que estão lá fora e que o crime é tão vil que a “justiça”, na concepção dos detentos, é feita ainda dentro das celas. O estupro é um crime considerado grave até mesmo na cadeia. É comum que abusadores sejam colocados em celas diferentes na cadeia, mas nem sempre é isso o que acontece e, mais tarde, eles também acabam sendo alvos do mesmo crime, o abuso sexual. Nesse fim de semana, um vídeo de abuso sexual dentro da prisão acabou repercutindo em todo o país graças ao site ‘Correio da Manhã’. O vídeo mostra o exato momento em que presos por estupro são abusados na cadeia. Um dos homens chega a pedir para parar. “Está doendo, não quero”, diz ele, enquanto os outros lembram o motivo do crime. “Merece para aprender”, argumenta outro bandido.

Crime faz justiça com as próprias mãos e estupros em cadeias são comuns
Dois presos que teriam molestado e matado uma mulher (assassinaram também o companheiro dela) aparecem nas imagens sendo abusados. O assassinato aconteceu em Salvador, já os abusos na prisão ocorreram dentro de uma delegacia de Camaçari. O vídeo do ato proibido foi feito por celulares por outros detentos. Os presos obrigam que os acusados realizem atos entre si. A Secretaria de Segurança local confirma as imagens e diz que está apurando para tentar identificar quem seria o culpado pelo material. Os presos que obrigaram os demais a praticarem o ato podem ser condenados pro estupro.

Estupradores são obrigados a fazerem sexo entre si na cadeia em Salvador
Os presos que são obrigados a terem relações entre si tem 29 anos de idade. Um é Daniel Neves e o outro Carlos Alberto. Os dois, além de três adolescentes foram presos pela morte de um casal, Juvenal, de 57 anos, e Kelly, de 44 anos. A mulher teria sido abusada diversas vezes antes de ser morta. Mais tarde, os cinco rapazes enterraram os corpos dos dois no quintal. O vídeo do abuso dentro da cadeia tem pouco mais de dois minutos. Um homem é obrigado a fazer o ato com outro. Enquanto isso, eles são agredidos e estimulados a fazerem outros atos. Um dos homens é obrigado a deixar que o outro enfie a língua em certo local.

Um dos irmãos de Carlos Alberto disse que recebeu as imagens, mas que preferiu não assistir até o final. “É muito forte. Os presos diziam que ‘era assim que fazia com estupradores’. Foi repugnante, colocando um com o outro, fazendo aquelas cenas horríveis”, revelou ele ao comentar o assunto que agora repercute em todo o país.

Corregedoria
A família disse que vai levar o caso à Corregedoria da Polícia Civil. “A nossa família vai se reunir e vamos tomar providências. A gente vai na Corregedoria da Polícia Civil. Isso não vai ficar assim”, adiantou o irmão.

A assessoria da SSP informou que o inquérito também vai apurar o uso de celulares por detentos, dentro da unidade policial.

A delegada Maria Tereza, da 4ª Delegacia de Homicídios (DH), em Camaçari, para onde os acusados foram levados logo após serem presos, antes de ser transferidos para a 18ª Delegacia, não quis comentar a divulgação do vídeo, mas afirmou que tinha acabado de chegar do Instituto Médico Legal (IML), onde disse ter descoberto que os envolvidos na morte do casal "praticaram até canibalismo".

A delegada Thais Bandeira, titular da 18ª Delegacia, onde o incidente ocorreu, disse que não vai comentar o caso.
Correio 24 horas