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13 pessoas ficam sem emprego após determinação de demolição de barraca


A manhã desta segunda-feira, dia 11, foi de muita pressão e angústia para o senhor Antônio da Silva Neves. A barraca que está há 42 anos na calçada lateral do antigo Presídio Feminino, Bairro Belo Horizonte, em Patos, está para ser demolida por determinação do Ministério Público Estadual (MPE) e por ação das Faculdades Integradas de Patos (FIP).

Há 28 anos a barraca emprega várias pessoas com o fornecimento de lanches diversos. Antes deste período, a barraca sediava uma borracharia que depois foi transformada em lanchonete e desde então era bastante movimentada por estudantes universitários e por um público diversificado.

A lanchonete funcionava com alvará da Vigilância Sanitária do Município de Patos e com autorização do Corpo de Bombeiros, mas ocupava espaço irregular sobre calçada. Após a demolição do Presídio Feminino, que passou a ser espaço de propriedade das FIP, o senhor Antônio da Silva começou a sofrer pressão para que a calçada fosse desocupada. O alvará da Vigilância Sanitária foi cancelado após a celeuma de demolição.

Nesta segunda-feira, secretários da Prefeitura Municipal de Patos, máquinas e funcionários estiveram no local para demolir a barraca, mas, através de acordo, foi dado prazo para até a próxima sexta-feira, dia 15, para que o proprietário desocupe a área.

“Eu estou há 28 anos aqui...fiz uma reforma muito grande! Gastei quase Cinco Mil Reais com madeira. Como João Leuson tava fazendo reforma no presídio, aí eu quis deixar a barraca solta, livre! Fiz para diminuir a pressão que vinha desse pessoal do poder...eu tô meio perdido! São treze pais de família que vão ficar desempregados e eu que sobrevivo daqui...botar tudo nas mãos de Deus...”, comentou Antônio da Silva.

O secretário de Infraestrutura do Município de Patos, Augusto Camboim, relatou que o MPE notificou a Prefeitura para desobstrução dos espaços públicos e que a própria FIP também cobrava o cumprimento da decisão do Ministério Público. “Eu tentei ver outra solução, mas não tínhamos mais o que fazer a não ser cumprir e retirar a barraca”, relatou Augusto.


Fonte: Jozivan Antero – Patosonline.com

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